Todos nós já tivemos a nossa
"primeira vez". Abaixo estão histórias reais contadas por
amigos e integrantes
do WH sobre como foi sua primeira vez na estrada com o grupo e como foi
conhecer o WH. É fácil
reconhecer entre as linhas um pouco do que ocorre com cada um de nós em
nossas viagens e encontros, pois são sempre as mesmas boas sensações.
Amigão,
Ontem à noite recebi um telefonema de um integrante do WindHunters me
convidando para um almoço em Joinville. O plano era de se encontrar em um
posto da Av. das Torres às 11:00hs, descer até Joinville, comer um marreco e
retornar para Curitiba.
Topei !
Quase não dormi pois fiquei pensando a noite inteira sobre como seria descer
para Joinville com motos que têm no mínimo o dobro de cavalos da minha.
Pensei, pensei e acabei chegando à conclusão de que não teria nada a perder.
Fui !
Cheguei no posto e já havia um pessoal com três super motos paradas. Fui me
apresentando, tentando fazer uma social e aos poucos as demais motos foram
chegando.
O primeiro chegou com sua GSX 1300R acompanhado da esposa com sua CBR600F.
Ao ver a mulher dele fiquei super feliz pois teria alguém para eu tentar
acompanhar o ritmo.
Conversa vai, conversa vem, colaram um adesivo do WindHunters na minha moto
e eu já comecei a me considerar como sendo do grupo.
Chega de papo e vamos para Joinville.
Saímos do posto e pegamos a BR sentido Santa Catarina. Outros integrantes se
uniram a nós em um posto próximo à entrada para o Aeroporto.
O balé das motos na pista era de chamar a atenção. Estávamos entre 8 e 10
motos com cilindradas que iam de 1300, passando por 750/600 e terminando em
uma CBzinha 500. É brincadeira? Eu estava me sentindo o próprio
patinho feio. Feio e lerdo.
Antes mesmo de chegar na BR eu já estava pensando nos 130km / 140km que
teria que atingir para acompanhar o pessoal. Já estava com um frio na
barriga.
Entramos na BR, os giros subiram e logo nos primeiros kms a velocidade
chegou a picos de 160km. PUT... M.....!!!! CADÊ A MINHA MÃE ?!?!?
Cara, só não voltei para casa porque tenho um nome a zelar! Fiquei com mais
medo do que criança de cinco anos assistindo o Exorcista no escuro.
Resolvi acelerar e torcer para que o meu anjo de guarda estivesse de
plantão. Vi o velocímetro marcar média de 155km sendo que a velocidade
máxima foi alcançada quase em Joinville: 175km! (e isso numa CBzinha 500)
O espírito de equipe foi muito legal. O pessoal, sabendo dos meus 54cv, deu
um desconto e me encontrou em alguns pontos da estrada.
O frisson gerado nas pessoas que viam aquele monte de motos foi de Curitiba
até as pacatas ruas de Joinville.
Quase ia me esquecendo. Lembra da esposa daquele integrante que eu comentei
no início? Pois é, ela atingiu velocidades superiores à 200km/h !!!! E eu
pensando que ia ficar em penúltimo .....
Chegamos, encontramos o pessoal que veio de Itió (ou algo assim) e ficamos
papeando. Nem é preciso dizer que o assunto sempre girava em torno de motos,
motos e motos. De vez em quando a turma também falava de motos e mais
motos.
Apesar do pouco tempo com a turma foi possível aprender detalhes sobre
motos, dicas de segurança, locais onde encontrar acessórios por um bom
custo, etc.
Apareceu até uma pessoa interessada em comprar a minha moto. Não penso em
vendê-la agora mas, caso ele pague o mesmo valor que eu paguei na danada eu
a passo prá frente e vou procurar uma super esportiva. (Nota
do Webmaster: ele vendeu a moto e comprou uma 1000cc uma semana depois)
Enfim, o marreco !!!
Cara, eu nunca havia comido uma ave tão gostosa. Sério !!! A carne do
marreco estava bem macia e muito saborosa. Além do marreco também tinha uns
bolinhos de aipim que podem ser comidos até mesmo sem o prato principal.
Terminamos de comer, tiramos algumas fotos, nos despedimos do pessoal de
Itió (não lembro o nome da cidade) (N.W.: hehehe...Taió)
e caímos na estrada novamente.
Após uns poucos kms paramos em um posto de gasolina para abastecer, tomar um
café e ver a largada da fórmula um. O Rubinho, para variar, só fazendo a
gente passar vergonha.
Mais alguns minutinhos e já estávamos na estrada novamente.
Coloquei todos os 54 cavalinhos para trabalhar. E olha que eles
corresponderam ao bom tratamento que eu venho dando a eles. Com vento à
favor atingi 180km/h.
Ao chegar na serra tive que dar uma aliviada na mão por causa dos caminhões
(mentira, não conta prá ninguém mas eu tava é com um put.. medo !!!!!).
Subi toda a serra praticamente sozinho e quase no topo dela quem me
ultrapassa? A esposa daquele colega. Poxa vida, ela poderia me dar uma
chance de chegar em penúltimo .......
O resto do pessoal estava esperando por nós no posto rodoviário. Pela
velocidade que eles atingiram acredito que a espera deve ter sido de uns
meros 30 minutos (brincadeirinha, foi uns 28 minutos no máximo).
Mais velocidade, mais adrenalina, mais bicho morto no capacete ......
Desta vez a turma realmente "disappeared". Por mais que os meus cavalinhos
tentassem eu nunca pegaria o pessoal.
Próximo à São José dos Pinhais estavam alguns WindHunters aguardando por
mim. Nos despedimos e um deles sugeriu para que pegássemos aquela nova
ligação de BR's. Ok! Vamos lá!
Fui atrás deles e quando davam umas esticadas eu me sentia parado. É
impressionante a velocidade que as motos conseguem atingir e olha que usando
somente uns poucos cavalinhos da cavalaria que elas possuem.
Na 277 me despedi deles.
Retornei para casa meio acelerado, adrenalina de sobra na corrente sanguínea
e sem acreditar no que eu havia feito.
A minha conclusão após a aventura é a seguinte: "A sensação de se pilotar
uma moto é extraordinária mas nada como encontrar pessoas boas e que possuem
uma paixão em comum."
Amigão, vai de quebra uma foto da motoca com o adesivo da windhunters. Eles
aceitaram fazer um downgrade ao colocar o adesivo em uma 500cc e fizeram a
minha responsabilidade aumentar. Não posso fazer feio agora !!!
Um abraço,
O novo WindHunter
-----Mensagem original-----
De: XXX
Enviada em: quarta-feira, 17 de agosto de 2005 16:32
Para: windhunters@bol.com.br
Assunto: Novo amigo....distante!!!
Olá amigos, tudo bem com vocês?
Meu nome é Sergio e escrevo aqui de São Caetano do Sul / SP.
Chamo de amigos porque, embora não nos conheçamos, acompanho o site de
vocês já há 1 ano, e tenho verificado periodicamente, bem de perto, a
evolução do pessoal com as motos novas, passeios, encontros, etc.... e acho
tudo isso um sonho!!!!!
Aqui vai minha história... bem resumida:
Eu e um amigo sempre gostamos de moto, (eu particularmente já tive
algumas, entre elas uma ninja) e em meados de março de 2004 nós resolvemos
comprar umas bikes para viajar, fazer amigos e aproveitar um pouco da vida,
a exemplo do que vc's fazem (e tão bem!!).
Passei 12 meses "sonhando" com esse dia, e finalmente em março deste ano
comprei minha GSXR 1100 92, e meu amigo comprou a dele, uma GSXR 1100 W.
Sabemos que não é o mesmo que ter uma R1, ou GSX das novas, mas o prazer
na estrada é praticamente o mesmo.
Bem você deve estar se perguntando porque eu estou contando isso....
.......é que durante todo o tempo em que eu juntei grana, tempo, entre
outras coisas (porque a gente não pode viver somente para a moto, e a vida
não tá fácil!!!) eu tive como alicerce... ou melhor como MOTIVAÇÃO as
histórias e fotos de todos os encontros de vocês... e isto sempre me dava
fôlego para continuar em busca do meu objetivo.
Por isso, de uma certa forma eu gostaria de agradecer à vocês pelo site,
e por representarem um grupo tão unido, pelo menos, é o que nos deixa
pensar!!!
Queria aproveitar e perguntar se há algum pessoal daqui de São Paulo,
mais precisamente do ABC paulista que façam parte do Windhunters, pois
gostariamos de nos encontrar e quem sabe tentar uma "viagenzinha" aí pra sua
região....
Bem meus amigos, espero que "realmente" possamos nos manter em contato
para uma futura amizade!!!
Estou enviando algumas fotos minhas com minha moto, porque quero que
conheçam o que hoje me dá muito prazer na vida e vc's tem uma certa
participação nisso, mesmo que indiretamente!!!!
Um forte abraço!!!
Séjão.....................